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Artigo

Cuidado que se leva no peito o ano inteiro

por Rita de Cássia Reginalda Martins - Pós-graduada em Terapia Intensiva Adulto, Pediátrico e Neonatal e docente do Senac Passo Fundo

O Outubro Rosa nos faz lembrar da necessidade de se ter cuidado com as mamas. Porém, todas as pessoas, especialmente as mulheres devem ter em mente a importância de sempre dar atenção a essa parte tão importante do corpo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é o segundo tipo que mais acomete brasileiras, representando em torno de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino.  Os primeiros sinais da doença normalmente se caracterizam por: 

  • Aparecimento de um caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; 
  • Pele da mama avermelhada ou com textura semelhante parecida com a casca de uma laranja;
  • Alterações nos mamilos e saída espontânea de algum tipo de líquido de um deles;
  • Surgimento de pequenos nódulos no pescoço ou nas axilas.

As causas do câncer são as mais diversas, entre eles o envelhecimento, o histórico familiar, maus hábitos alimentares, consumo de álcool e exposição à radiação ionizante. 

O autoexame das mamas pode dar o alerta. Já a mamografia pode identificar nódulos mesmo que ainda muito pequenos ou outras alterações do tecido mamário precocemente. A idade recomendada pela Sociedade Brasileira de Mastologia para que se realize a primeira mamografia é a chegada dos 40 anos. Já em mulheres com histórico de câncer de mama na família (mãe, avós, tias, irmãs) e que apresentem precocemente alguma alteração, é indicada a realização do exame antes dessa idade.

Muitas pessoas tem receio em relação ao exame, pois por vezes pode ser muito desconfortável, podendo também fazer a paciente se sentir envergonhada ou até mesmo ficar receosa em encontrar alguma alteração no resultado. Confira abaixo alguns mitos e verdades sobre a tão famosa mamografia:

“O autoexame das mamas pode substituir a mamografia”

Mito. O autoexame é uma palpação realizada pela própria mulher e que pode identificar algumas alterações que já possam ser percebidas no toque. Porém a mamografia é imprescindível para se realizar o diagnóstico da alteração e guiar os próximos passos do acompanhamento.

“A mamografia é dolorosa”

Verdade - em partes. O exame é realizado com a compressão da mama em um aparelho chamado mamógrafo. Isso é necessário para que se possa visualizar toda a espessura da mama e isso é desconfortável. Porém, quando a mulher é bem orientada em relação ao exame, encontra segurança no profissional que o realiza e consegue manter-se relaxada para o exame ele se torna perfeitamente tolerável.

“Silicone impede a realização do exame”

Mito. A prótese mamária será identificada na imagem do exame e os demais tecidos também. Não há risco de romper da prótese ou machucar a mama. Lembre-se de informar ao profissional que realizará o exame que você possui uma prótese mamária, assim ele encontrará as melhores posições para conseguir um exame de boa qualidade.

“Não tenho 40 anos ainda não preciso fazer uma mamografia”

Verdade - em partes. Sempre levamos em consideração o histórico familiar para o problema. Porém, devemos lembrar que mesmo mulheres jovens podem apresentar alterações sugestivas de câncer. Portanto, se você ainda não atingiu a faixa etária para realização do exame, mas encontrou no autoexame algum nódulo ou outra alteração preocupante, ou até mesmo tenha história na família de mãe, avó, tias ou irmãs para câncer de mama, procure um serviço de saúde. Certamente você será ouvida e orientada e, havendo indicação da realização de exame, faça-o precocemente.

“O raio do aparelho é perigoso”

Mito. A mamografia utiliza raio X para a produção da imagem. Porém esse raio é  de baixa energia, havendo um risco mínimo para a mulher se comparado ao benefício do exame e do diagnóstico precoce.

“A mamografia é cara”

Mito. Este exame é amplamente ofertado na rede pública de saúde (SUS) e todos os convênios devem cobrir os custos do exame, haja vista que este é um dos exames básicos necessários à saúde da mulher e para o diagnóstico dos problemas.

“A mama muito densa não permite um bom exame”

Verdade. Mas calma! A mamografia realizada em uma mama com densidade maior não produz uma imagem tão eficaz, porém existem exames complementares para se chegar ao diagnóstico, como o ultrassom de mamas ou a ressonância de mamas.

“Na minha família não tenho ninguém com histórico de câncer de mama, não preciso da mamografia”

Mito. Embora importante e relevante, o fator genético é responsável por cerca de 15% dos casos de câncer de mama. Lembre-se de que existem muitos outros fatores que influenciam, por isso realizar o rastreio com a mamografia é importante.

A mamografia é um exame simples e eficaz na maioria dos casos, amplamente acessível à população e capaz de identificar nódulos que não são percebidos no autoexame. Portanto, se você recebeu uma indicação para realizar o exame, não perca tempo e faça. É importante para a sua saúde e segurança. Lembre-se que em outubro fortalecemos nossa vigilância com o cuidado das mamas, mas devemos ter atenção e manter os cuidados durante o ano todo. 

 

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