Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Filmes, cinema e sala de aula

por João Paulo Massotti - Orientador Educacional

Há uma relação muito forte quando falamos em cinema e sala de aula. Ambos permeiam discursos articulados em meios distintos. Vou explicar. À escola o papel principal é o de ensinar e, através disso formar cidadãos. Socializar. Ao cinema cabe entreter. Muitas vezes vai além, pois ensina, como diria Walter Salles Jr, a “gerar uma memória de nós mesmos”. O cinema fala da escola desde a metade do século passado.

Os filmes, na sua grande maioria, de origem norte-americana, trazem problemas escolares e tentam mostrar o que acontece do lado de dentro dos muros educacionais, quase sempre caracterizando os professores com espírito missionário e sacerdotal. Grande parte das produções cinematográficas que envolvem o ambiente escolar reforça concepções românticas e conservadoras a respeito de como é a vida neste ambiente social. Iniciativas individuais de professores que promovem atividades de exibição, criação e discussão de filmes em cursos e fóruns vêm ajudando a construir uma cultura de valorização do cinema nas instituições de ensino, pois ver filmes é uma prática usual de quase todas as camadas sociais.

Utilizar e associar os meios de comunicação e as novas tecnologias à sala de aula instiga o aluno a reconhecer o cinema como arte e, como uma nova habilidade a ser desenvolvida. Entretanto, a escolha dos filmes que serão exibidos no ambiente escolar deve ser discutida e programada com o propósito de ilustrar o ensino a ser desenvolvido. Adaptações literárias, documentários, bibliografias, depoimentos e até mesmo reportagens têm um sentido bem mais abrangente. Por exemplo, em uma aula de língua portuguesa, a análise do conto “Felicidade Clandestina” de Clarice Lispector, através da produção de um roteiro adaptado, ou até mesmo do filme produzido, permite aos alunos um entendimento mais amplo e profundo dos diferentes enfoques dados pela autora.

Do mesmo modo como temos, de tempos em tempos, buscado criar novas estratégias para desenvolver o interesse pela leitura, precisamos estimular o gosto pelo cinema clássico. Clássico aqui, no sentido crítico. Fazer o aluno entender que além de entretenimento o cinema identifica, critica e reflete a própria vida e a sociedade em que se vive.

Portanto, não há mal algum em utilizarmos filmes em nossas aulas como recurso didático, desde que o façamos objetivando de modo concreto sua apresentação e definição para que, de forma lúdica e atraente, o saber que acreditamos estar contido nele seja compartilhado e valorizado.

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