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Artigo

Mercado de TI e Mão-de-Obra Feminina

por Vânia Alice Knob

Quando o assunto é mercado de trabalho na área de TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação), fala-se de um mercado de trabalho predominantemente masculino. Várias empresas vem apoiando campanhas para empregar a mão-de-obra feminina, para que há um interesse maior das mulheres nesse mercado específico de tecnologia, que por muitas vezes sofre por discriminação e preconceito. Não tem-se um motivo específico, trata-se muito mais de um tabu, onde os motivos acabam sendo desconhecidos.

Na rede encontra-se várias discussões sobre esses dados, e um argumento muito usado é que “as inteligências dos homens e das mulheres são diferentes e é por isso que elas tendem a preferir as carreiras de humanas às de exatas”. Depois de muito debatido, alguns dados mais concretos sobre o tema foram apresentados por James Flynn, um dos maiores especialistas do mundo em testes de medição de quociente de inteligência. Segundo o estudo, um trecho sobre os resultados diz: “Quando se trata de lógica, as mulheres se destacam nos resultados. Para que isso seja possível, elas precisam ter acesso à mesma qualidade de ensino que os homens. É por isso que antigamente havia a teoria sobre a supremacia intelectual masculina, uma vez que a igualidade na educação é uma variável mais moderna. Portanto, mulheres interessadas e qualificadas não são o problema. A questão é que a sociedade precisa encorajá-las a terem uma maior participação nesses mercados.“


A diferença entre os sexos sempre foi discussão de um debate antigo. E no que tange o mercado de trabalho e garantir o acesso ao mercado de trabalho tanto por homens ou mulheres, não é só um direito humano, mas é essencial para que a economia cresça. O número de mulheres com escolaridade é maior entre as mulheres no Brasil, com um percentual de 51,5%, mas não é o mesmo que ocorre quando fala-se em níveis de emprego, onde apenas 54,6% das mulheres tem participação no mercado de trabalho contra 75,7% dos homens, conforme dados de 2010 do IBGE.

E quando trata-se do mercado de TIC , esses números são mais críticos. Nos últimos 20 anos, o mercado de trabalho em TIC, é basicamente masculino, onde predomina a presença dos homens, e um pequeno percentual de mulheres, vem ganhando a passos lentos, o seu espaço. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra (PNAD) de 2009, apenas 20% do planeta de cerca de 520 mil pessoas que trabalhavam na área de TIC no Brasil eram mulheres.

O mercado de TIC demanda um grande número de profissionais qualificados, mas esse setor está longe de oferecer as mesmas oportunidades para homens e mulheres. Uma prova disso é a frequência de mulheres em cursos de engenharia e de ciências da computação, embora tenha aumentado a procura por mulheres nos últimos anos, fica só em torno de 10% conforme dados do MEC. E durante o andar do curso, ainda há uma grande maioria de mulheres que desiste do curso ou troca para outra área.

A grande maioria não sabe, mas as mulheres são pioneiras em estudos tecnológicos, onde por exemplo, Ada Lovelace, foi responsável pelo desenvolvimento do primeiro algoritmo a ser processado por uma máquina. Ou mesmo Grace Hopper, criadora daquele que é considerado o primeiro software de computador. Assim pode-se perceber que entre os pioneiros na tecnologia, teve a presença marcante das mulheres, inclusive fazendo história, e no decorrer que os anos passaram desde o grande “boom” da internet e da evolução da tecnologia, as mulheres foram tornando-se profissionais mais a área de humanas, e os homens ganharam o espaço no que se refere ao mercado de trabalho de TIC.

As oportunidades estão aumentando e um novo cenário está sendo criado para as profissionais na área de TIC, mas ainda se está longe de uma realidade igualitária entre os homens e mulheres. Todos podem conquistar um espaço com qualidade e segurança, que contribui para a formação de um ambiente mais equilibrado e justo, em que profissionais são cobrados apenas pelo desempenho e competência, e não pelo gênero a que pertencem.

Enfim, esse quadro pode mudar, partindo da atitude das mulheres em contrapartida com o incentivo das empresas, estimulando o aumento do número de mulheres nesse mercado que há um grande número de vagas, e as mulheres cada vez mais tem olhado para o mercado de trabalho querendo ocupar seu espaço, agora é hora de ver o mercado ganhando um toque feminino.

 

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