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Rio Grande do Sul

Artigo

Inglês, cavalos e confusão

por Michele Bolsoni Saliba da Costa

Tudo começou quando Catarina resolveu ir morar em Londres e logo foi trabalhar em um restaurante como ajudante. Catarina se virava no inglês, mas tinha dificuldades em entender e muitas vezes em se expressar também, mas até então tudo era resolvido.

Foi que um belo dia a gerente chegou e disse que eles foram contratados para um almoço que aconteceria em algumas semanas e seria no interior. Seria interessante passar um dia longe do tumulto de Londres, conhecer um local novo. Durante o verão acontecem inúmeros eventos em todo Reino Unido, como, picnics, corrida de cavalos (sendo o Royal Ascot o mais famoso), jogos de Criquet, rugby e outros eventos esportivos, afinal o verão é bem curto e deve ser aproveitado ao máximo.

Assim, os funcionários desse restaurante foram contratados para fazer um picnic onde seriam convidados cerca de 100 pessoas, ou seja, bastante trabalho para ser feito. Catarina entendeu o básico, para onde iriam, que horas deveriam estar esperando na frente do restaurante para serem levados até o evento e os preparatórios a serem feitos dias antes.

No dia seguinte, um dos colegas chegou e comentou algo sobre cavalos, Catarina achou interessante, afinal já que eles iriam estar num sítio se tivesse a oportunidade de andar a cavalo é uma experiência muito interessante, ainda mais para alguém criado no asfalto de São Paulo. A princípio isso teria um custo de 20 libras, não é considerado barato, mas também não querendo se negar a oportunidade, Catarina desembolsou o dinheiro e ficou ansiosamente esperando o dia que ela descobriria como é andar a cavalo no campo!

Chega o dia do evento, muita correria, mas tudo ocorreu bem, as pessoas gostaram da comida, se divertiram e já estava na hora de começar a guardar o equipamento e outras coisas que eles levaram. Depois de tudo empacotado a equipe então tinha um tempo para relaxar e curtir um pouco, foi então que Catarina achou que: agora é o momento! Vamos ir ver os cavalos! Nisso ela aproximou-se do colega que estava organizando e perguntou se era agora que eles iriam andar a cavalo. O colega não entendeu muito bem o que ela queria e foram chamados outros colegas.

Depois de meia hora de confusão e muitos gestos, alguns pontos foram estabelecidos:

1. naquele local não tinha cavalos disponíveis para eles andarem;

2. o dinheiro não foi arrecadado para fazer passeio a cavalo;

3. eles fizeram uma aposta numa corrida de cavalo;

4. infelizmente o cavalo perdeu! E foi assim que Catarina aprendeu a diferença entre “bet on a horse” (apostar num cavalo) e “ride a horse” (andar a cavalo).

E assim segue que até hoje Catarina nunca teve a experiência de galopar num campo! 

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