Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

A arte de apertar bem um botão

por Hélius Sironi de Moraes

Este ano meu certificado do curso de Datilografia do Senac completou 20 anos. Naquela época, a metodologia de ensino desse curso era focada no pragmatismo, no aprender fazendo. Tínhamos uma sala de aula repleta de máquinas de escrever “cegas”, ou seja, sem os símbolos, letras ou números que indicassem ao indivíduo o que aconteceria caso ele apertasse determinado botão. Eu precisava calcar o dedo para verificar que informação viria dali. 


Anos mais tarde, o documento que norteava o método de ensino na nossa escola foi alterado e passamos a trabalhar focados no desenvolvimento de competências. Entendíamos que não adiantava apenas ensinar ao sujeito a usar todos os dedos das mãos para datilografar se, o seu comportamento no mundo do trabalho não fosse condizente com àquele preconizado por seu empregador (nesses casos não adiantaria utilizar nem os dedos dos pés). Por isso, passamos a investir também no desenvolvimento das competências pessoais.

 

Costumo dizer em sala de aula que 90% das empresas contratam pela competência técnica do candidato à vaga de emprego e 100% delas demitem pela incompetência pessoal do empregado. É um dado fictício, sem zelo científico: a ideia é chamar a atenção do estudante para a importância de se autoconhecer. Ter o mínimo de noção sobre quais são seus pontos fortes e quais sãos suas características que carecem de desenvolvimento. 


Desde 2014, o Senac do Rio Grande do Sul vem trabalhando para equalizar seu método de ensino àquele desenvolvido pelo Senac em nível nacional. Desse modo, passamos a observar para além das competências: a ideia agora, e para os próximos anos, direciona-se ao desenvolvimento de indicadores. Eu, docente, preciso trabalhar com você estudante; e não para você estudante. Percebem a diferença? Você já sabe que se apertar determinada tecla, sairá determinada letra, símbolo ou número: você não precisa mais que alguém lhe ensine isso. Se você não sabe, tem o Google que pode lhe fornecer um monte de informações acerca do que você apertou. 


No Senac essa diferença sútil. Chamamos de cocriação: eu lanço um desafio e lhe indico um parâmetro, uma métrica a ser alcançada. Ela denota se você realmente aperfeiçoou uma competência, se adquiriu uma técnica ou se transformou uma informação em conhecimento. Afinal, apertar uma tecla qualquer um sabe, mas descobrir o momento mais adequado de apertar um botão, como obter os melhores resultados dessa ação e executá-la de uma maneira mais apropriada e assertiva... bem: vêm construir isso conosco! 

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