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Artigo

Processo de Ensino e Aprendizagem de Jovens Aprendizes com Deficiência no Âmbito Profissional

por Anelise Simon Ruiz - Orientadora Educacional – SENAC Canoas

No âmbito educacional e profissional, problematizações acerca da inclusão, diversidade e diferença são temas bastante discutidos. Busca-se nesta temática, formas de se trabalhar o indivíduo em sua dimensão pedagógica e epistemológica.

As empresas cada vez mais buscam adequar-se às novas regras regidas pelas leis do trabalho, enquanto que as instituições buscam se enquadrar no contexto profissional, buscando nas questões pedagógicas, premissas que se encaixem com a realidade de mercado, ou seja, profissionais cada vez mais qualificados e interessados em contribuírem para o crescimento das organizações.

A necessidade de enquadramento das questões de inclusão, fez com que pessoas com necessidades especiais tivessem oportunidades de inserção no mercado de trabalho, dando a elas dignidade e chances de poderem desenvolver suas potencialidades.

Diante deste contexto, o PROGRAMA JOVEM APRENDIZ do SENAC Canoas, juntamente com o Hospital da ULBRA, em Canoas, deram início à formação profissional e desenvolvimento de jovens aprendizes com deficiência, no curso de Aprendizagem em Serviços de Asseio e Conservação.

São onze alunos entre 21 e 39 anos, alfabetizados, com deficiências, entre elas intelectual e visual, que tiveram a oportunidade de desenvolverem suas potencialidades no que tange a educação profissional, proporcionando conhecimentos, habilidades e atitudes não somente no ambiente profissional, mas no contexto em que estão inseridos. Jovens que nunca tiveram oportunidade de trabalhar, que jamais imaginaram um dia poderem fazer parte do mercado de trabalho.

Estes alunos buscam, além da oportunidade profissional, sua identidade perante a sociedade. São jovens que mesmo diante das dificuldades encontradas ao longo do caminho, não desistem de lutar por uma vida mais digna e capaz. Mesmo diante de seus medos, de suas dúvidas, de suas incertezas acerca da vida ou das pessoas que os cercam, para esses alunos o curso é um objetivo de vida, uma maneira de viver a vida de forma mais intensa e feliz.

Corcini (2007, p. 32), ao escrever sobre inclusão, afirma que “o trabalho pedagógico desenvolvido pelos professores não pode ser entendido como sendo missionário, as diferenças não podem estar sendo reduzidas a conceitos de diversidade e de identidade e o currículo não pode ser simplesmente adaptado para trabalhar com a inclusão. Precisamos, dentro das escolas, de espaços permanentes e reconhecidos de estudo, discussões e produção de conhecimentos que nos possibilitem olhar e significar as nossas ações e os sujeitos de outras formas.”

O objetivo é capacitá-los através do desenvolvimento de competências, interligando a teoria e a prática para a inserção no mercado de trabalho. Os alunos vêm desenvolvendo durante o curso, habilidades em diversas áreas do conhecimento: relações interpessoais, mercado de trabalho, comunicação e expressão, matemática comercial, recepção e atendimento ao cliente, saúde e segurança no trabalho, serviços de asseio e conservação e informática.

A partir do mês do março, os alunos tiveram a chance de colocar em prática tudo aquilo que vêm vivenciando em sala de aula, dando início às atividades práticas no hospital. Essa interação entre a teoria e a prática contribui para o desenvolvimento de suas potencialidades, pois os ajudam a compreender e entender melhor o mercado profissional no qual estão inseridos. Essa troca evidencia a excelência das competências adquiridas em sala de aula, enriquecendo as discussões acerca das dúvidas surgidas no decorrer do trabalho desenvolvido na prática.

A partir desta interação, percebeu-se uma melhora individual de cada aluno no que diz respeito ao comportamento e conhecimento. Alunos que no início do curso apresentavam medo, dúvidas, timidez e incertezas, hoje mostram justamente o contrário. A introspecção foi substituída pela segurança; o medo pela motivação de sentir-se útil e capaz.

Sabemos que o aprendizado é um processo contínuo e que deve ser estimulado constantemente. O sucesso do ser humano está na consciência de que a evolução ocorre gradativamente, com muito empenho e dedicação. Não devemos esquecer que somos seres humanos, e que independentemente de nossa condição, temos falhas e limitações, e que nenhum trabalho qualitativo se concretiza sem esforço, trabalho de equipe e comprometimento. Em seus estudos, Chiavenato (1997) afirma que o indivíduo ao adquirir conhecimento sobre o meio em que vive e suas relações, altera o seu comportamento, gerando assim, mudanças permanentes em função de suas experiências; é desta forma que se dá o processo de aprendizagem.

Localização

MATHIAS VELHO, 255
CENTRO
(51) 3476.7222
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